quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Pisou na bola com o filhote? Tem jeito!

Por Carolina Mouta
Matéria para O Baú da Criança
Crédito da imagem: divulgação
 
 
 
Relação entre pais e filhos é algo bastante complicado mesmo. E, todos os dias vemos exemplos de pisadas na bola por aí. Por mais que tentemos acertar sempre, nós, mães, às vezes erramos a mão e magoamos o pequeno. É preciso ter cuidado para que esses "deslizes" não virem rotina. E, dependendo de quem for o prejudicado, as consequências podem se agravar, principalmente se os filhos ainda estiverem na fase de desenvolvimento e aprendizado.

A Coordenadora Pedagógica do Colégio Itatiaia, Adriana Iassuda,, alerta aos pais sobre como agirem com seus pequeninos e diz que o pior tipo de mancada que pode ser cometido com o filho é não cumprir o que foi prometido a ele. "Por isso é necessário ter muita cautela no momento de fazer uma promessa”, avisa.

Mas, caso algo já tenha acontecido, e a criança esteja profundamente frustrada, há como reverter a situação. E falar a verdade é algo essencial nestes momentos. “Conversar e explicar o que realmente se passou é muito importante, pois às vezes achamos não ser a solução mais adequada, mas a grande questão é que os filhos sentem quando os pais não estão certos do que falam e a situação só pode piorar”, completa Adriana.

Dependendo do tipo de mancada e da quantidade de vezes que elas ocorrem muitas crianças podem até mesmo acabar perdendo a confiança em quem as magoou. E isso é péssimo. De acordo com Adriana, o fato de filhos pequenos deixarem de confiar em seus pais é algo mais difícil, porém não é impossível. Além disso, se muitos erros forem cometidos diversas vezes, as consequências nos pequenos podem ir se manifestando gradativamente conforme eles forem crescendo até que a situação se torne insustentável.
 
Se isso ocorrer, a pedagoga ressalta que uma das alternativas está no exemplo que deverá ser dado pelos pais. “Assumir a responsabilidade pode ser uma boa escolha. Devemos ter em mente que para as crianças os pais sempre serão ‘heróis’ e que deve ser muito difícil para os pequenos perceber que seus ‘ícones’ não cumprem o que prometem”, diz. Então, seja coerente e pense antes de falar ou prometer algo, principalmente quando se tratar de alguma repreensão para uma atitude inadequada.

Entretanto, a melhor maneira de ter um bom relacionamento com os filhos é evitar frustrá-los por causa de falhas ou esquecimentos. Lógica e calma são bons aliados antes de se tomar qualquer atitude com as crianças.

Viu só? Simples medidas podem realmente fazer a diferença para garantir um bom convívio familiar e um crescimento emocional super saudável dos filhos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Na compra do material escolar, boa hora para trabalhar limites

Por Daniele Vilela Leite *

Todo início de ano é a mesma coisa: o corre-corre dos pais nas pesquisas e compras do material escolar dos filhos. A lista de material escolar varia muito de uma escola para outra, e o ideal para economizar é pesquisar preços e marcas, além de, é claro, orientar as crianças e os adolescentes antes de saírem de casa.

Uma boa alternativa também é os pais tentarem “reaproveitar” alguns materiais do ano anterior, tais como mochila e estojo de lápis. Com essa ação mais específica, os alunos vão poder começar o ano letivo já fazendo coro às muitas ações que as escolas fazem em referência à sustentabilidade, que passa, evidentemente, por mudanças no comportamento e tentativa de redução do consumismo desnecessário.

Atualmente, as papelarias e as grandes lojas do setor fazem de tudo para conquistar os clientes, apostando em iniciativas diferenciadas para atrair a simpatia de adultos e crianças. Há lojas que entregam o material escolar na casa dos clientes, enquanto outras se especializam em encapar cadernos e bordar toalhas com nomes das crianças. Em tempos em que as famílias se sentem cada vez mais desafiadas na relação entre o tempo e os compromissos dentro e fora de casa, serviços de entregas de materiais têm sido muito bem-vindos.

Para tentar ajudar os pais nesse momento de grande importância na vida escolar das crianças e adolescentes, alguns noticiários exibem reportagens com o tema, ressaltando que, para “economizar”, uma das grandes dicas é não levar os filhos à papelaria no momento da compra.

Ora, ainda que essa dica tenha seus méritos, é preciso muito cuidado quanto a ela, pois pode esconder a fragilidade dos adultos em relação à orientação e aos limites que toda criança e adolescente têm direito de ter. Uma criança bem-orientada em todos os momentos em que ela solicita a compra de algum presente, por exemplo, saberá reconhecer e respeitar os limites que seus pais estão impondo a ela no momento da compra dos materiais escolares.

O grande segredo para não ter problemas quanto aos insistentes pedidos das crianças, que tendem a desejar sempre o mais caro e o de marca reconhecida, é trabalhar isso com elas durante todo o tempo. Se esse trabalho de orientação e limites ainda não tiver começado, não desanime, pois você pode iniciá-lo agora mesmo, aproveitando a ocasião da compra de materiais como ponto de partida. Mas, é preciso ressaltar, crianças e adolescentes frustrados dentro da papelaria demonstram claramente que há pontos a ser melhorados no relacionamento entre pais e filhos em vários momentos durante o ano.

Hoje, é comum os pais trabalharem o dia todo deixando as crianças em creches, com avós ou babás. Muitos se sentem culpados por permanecer ausentes o dia inteiro, e, como forma de “suprir” essa ausência, permitem que seus filhos façam tudo o que têm vontade. Por sentir dó, evitam repreendê-los.

Como se não bastasse, há casos de pais que, para não ter que aturar o choro da criança depois de um dia exaustivo de trabalho, acabam cedendo a todas as vontades dela. Já outros, infelizmente, preferem “suprir” essa ausência presenteando seus filhos com bens materiais (brinquedos, jogos, bonecas, carrinhos, entre outros).

Qualquer uma dessas situações, acredite, pode dificultar não apenas o momento da escolha conjunta dos materiais escolares, mas também muitos outros aspectos que envolvem a vida das crianças e adolescentes.

Bem, depois de tudo isso, resta-nos a pergunta: Estamos, de fato, orientando nossos filhos em suas reais necessidades? Toda criança e adolescente têm direito a receber de suas famílias orientações e conscientização sobre os limites que tanto farão falta a eles durante toda a sua vida.


* Daniele Vilela Leite é Orientadora Educacional na empresa Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br); Formada em Serviço Social pela Univap, com larga experiência em trabalhos em creches no interior de São Paulo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Reduza a miopia com brincadeiras ao ar livre

Por Carolina Mouta
Matéria produzida para O Baú da Criança
Imagem: Dreamstime


Brincar ao ar livre é uma delícia! Correr, pular, mexer na terra, deitar na grama... E quer mais um motivo para incentivar seu pequeno a aproveitar tudo isso? Pesquisadores afirmam que encorajar as crianças a brincar mais fora de casa pode ser um jeito interessante de proteger a visão e reduzir o risco de miopia. Apesar de a dificuldade de enxergar de longe ser muito comum e fácil de corrigir com o uso de óculos, lentes de contato ou cirurgias, quanto mais afastadas do problemas elas tiverem, melhor.

Justin Sherwin, pesquisador da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, reconhece que boa parcela dos casos de miopia têm componente hereditário, mas diz que isso não exclui a forte influência de fatores externos no desenvolvimento da doença. “Descobrimos uma associação relevante entre o aumento do tempo passado ao ar livre e prevalência de miopia em cerca de dez mil crianças e adolescentes. A cada hora a mais por semana passada em ambiente externo, como parques e playgrounds, o risco de miopia é reduzido em 2%”, observa.

Esse tipo de estudo reforça outra constatação muito comum nos consultórios oftalmológicos: o uso excessivo de computadores e videogames vem prejudicando a visão de crianças e adolescentes, que mesmo nas férias passam horas nas redes sociais ou jogando em telas pequenas. Ficar horas a fio lendo livros também é bastante prejudicial.

De acordo com o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, a falta de brincar ao ar livre e o uso contínuo de videogames pode levar a criança a sentir dificuldade para enxergar de longe, criando um embaçamento da vista. “Também pode provocar dores de cabeça, lacrimejamento, ardor e vermelhidão nos olhos. Essa condição costuma persistir por vários meses, levando ao diagnóstico de miopia – que pode ser transitória ou permanente”.

Para o Dr. Renato, oss pais têm de prestar mais atenção no que os filhos fazem nas horas livres. “Talvez por uma questão de segurança ou porque os pais trabalham fora, as crianças estão cada vez mais voltadas para dentro de casa. Nesse cenário, muitos nem se dão conta de que os pequenos se refugiam em seus quartos, passando horas demais diante do monitor de computador ou do videogame. Uma das consequências é a miopia”.

O médico diz que para cada hora que a criança passa fixando a tela do monitor ou a TV, ela deve fazer uma pausa de pelo menos 15 minutos, piscando várias vezes e olhando pela janela para focar objetos mais distantes.

Então, se a brincadeira ao ar livre é uma forma de afastar a possibilidade de um problema na visão, que as crianças procurem brincar mais em parques, clubes e playgrounds. Os olhos agradecem.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Paternidade responsável e a pensão alimentícia


Por Fernando Loschiavo Nery*
 

Vivemos em uma época onde as informações viajam de um ponto a outro do mundo em poucos segundos. A comunicação instantânea quebrou inúmeras barreiras que dificultavam conhecer novas pessoas e construir relacionamentos. Se no mundo virtual tais barreiras estão caindo, quanto mais se dirá do contato pessoal afetivo no mundo real, pois nunca antes experimentamos tamanho avanço na medicina e na biotecnologia (maior liberdade sexual).

Observando a história percebemos que na década de 60, com a chegada do anticonceptivo às farmácias, a possibilidade de se manter relações sexuais sem engravidar provocou uma verdadeira revolução nas relações sexuais. A partir da década seguinte, dominada a técnica da inseminação artificial (bebê de proveta), tornou-se possível o congelamento dos gametas (sêmen/óvulos), ampliando novamente a liberdade sexual nas relações afetivas, concedendo seletividade na parceria para gerar filhos.

Provavelmente, sejam estas algumas das causas do fortalecimento das relações afetivas fluídas, sem um maior compromisso (como por exemplo, a do “ficar”), distantes da figura do namoro, e bem mais longe do casamento.

Mas o Estado não descuidou de garantir os direitos da criança que está por nascer. Afinal de contas, se levarmos em consideração todos os métodos anticonceptivos que existem hoje, fica evidente que o 'risco' de uma gestação inesperada é muito menor que o de antigamente. Aquela que traz o fruto de uma relação afetiva (ainda que fluída) em seu ventre é tão responsável quanto aquele que deixou a semente cooperando com a gestação.

Nestes casos, nossa Constituição Federal, garante defesa ao feto e a gestante, através do princípio da paternidade responsável. A vigente Lei de Alimentos Gravídicos obriga ao futuro pai a cobrir todas as despesas do período de gravidez (da concepção ao parto), inclusive as referentes a alimentação especial, assistência médica e psicológica, exames complementares, internações, parto, medicamentos e demais prescrições preventivas e terapêuticas indispensáveis, a critério do médico, além de outras que o juiz da causa considere pertinentes.

A Lei estabelece que, para fazer valer este direito, a gestante deverá provar apenas a existência de “indícios de paternidade” (não exige certeza, apenas probabilidades de que seja o pai). Tais “indícios” permitirão ao juiz determinar um valor de pensão alimentícia que incluirá todas as verbas acima descritas, as quais deverão ser pagas mensalmente pelo futuro pai.

Exames de paternidade se realizarão somente após o nascimento da criança, e, uma vez confirmada a paternidade, os valores arbitrados pelo juiz para pagamento mensal da pensão alimentícia, serão convertidos em obrigação definitiva (valor fixo mensal).

Se após nascida a criança, se comprove não ser o pai aquele que vinha pagando a obrigação alimentar, restará a ele o direito de ingressar contra a genitora com uma ação de reparação civil. Críticas residem nesta hipótese, pois a genitora pode não possuir bens que venham a garantir o ressarcimento dos valores desembolsados. O valor que o juiz atribuir de início, será o que permanecerá como pensão alimentícia definitiva quando nascida a criança, por isto aconselhamos ao suposto pai que busque assistência técnica de advogado especialista assim que receber a citação.

Deste modo, concluímos que, embora as relações afetivas fluídas tenham se tornado mais frequentes, a responsabilidade quanto à saúde física e psíquica do feto e da gestante, nas situações que envolvam gravidez, também se impõe ao futuro pai (mesmo que não exista certeza se é o pai), por força da Constituição Federal, da Lei de Alimentos Gravídicos e do que dispõe sobre alimentos o Direito de Família.

 
* Fernando Loschiavo Nery é professor e advogado em Direito das Famílias e Sucessões do escritório Braga e Balaban Advogados, especialista em Direito Processual Civil e mestrando em Direito Civil pela PUC-SP 

 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Material escolar: vamos economizar?

Por Carolina Mouta
Matéria para o blog O Baú da Criança
Imagem: Dreamstine



Todo início de ano é a mesma coisa: lá vem aquela lista enorme com o material escolar das crianças. Como se não bastasse os outros gastos típicos da época (lembre-se que você tem que pagar tudo o que gastou no Natal e Ano Novo, além de IPVA, IPTU...), é hora de comprar o que os pequenos precisam para iniciar o período letivo.
 
Levantar todo o material escolar que sobrou no ano anterior, separando o que pode ser reaproveitado ou não, pode ser uma boa alternativa, conforme pontua o educador financeiro Edward Claudio Jr. Nessa hora é importante lembrar que as trocas de livros didáticos entre alunos de séries diferentes representam grande economia. Caso não possa trocar, doe o material para jovens de famílias necessitadas. O especialista orienta, ainda, a ver sobre a possibilidade de comprar somente o material que será utilizado no primeiro semestre, isto poderá lhe trazer uma boa economia e menor desembolso de dinheiro.
 
Na hora da compra, evite levar as crianças. "Elas são influenciadas pelos amigos e pelo marketing publicitário, por isso vão querer sempre produtos da moda e que contenham imagens de artistas ou personagens de sucesso, o que faz com que os preços desses produtos fiquem muito mais caros", ressalta Edward.

Heleni de Paiva, diretora do Procon de Santo André, órgão vinculado à Secretaria de Assuntos Jurídicos, ainda ressalta que há garantia para os itens adquiridos em papelarias. "Se os produtos apresentarem algum problema, mesmo que sejam importados, o consumidor tem seus direitos resguardados pelo Código de Defesa do Consumidor. Os prazos para reclamar são de 30 dias para produtos não duráveis (como lápis e borracha, no caso de materiais escolares, pois seu uso ou consumo resulta na destruição imediata da sua própria substância) e 90 dias para os duráveis (como apontadores e mochilas)”. A diretora ainda reforça que é preciso ler atentamente as instruções e recomendações de uso de cada produto adquirido.

Outro conselho essencial é a exigência da nota fiscal, pois ela é o meio de prova da aquisição do produto, e pode ser utilizada para o caso de reclamação ou troca.

Segundo as orientações da Fundação Procon, a escola não pode solicitar a compra de materiais de uso coletivo, como material de higiene e limpeza ou taxas para suprir despesas com água, luz e telefone; exigir a aquisição de produtos de marca específica, e determinar a loja ou livraria onde o material deve ser comprado. Para a diretora, a atitude de algumas escolas que exigem que o material escolar seja comprado no próprio estabelecimento é abusiva. "O Procon defende que é obrigação da escola fornecer as listas aos alunos, a fim de que os pais ou responsáveis possam pesquisar preços e escolher o local em que irão adquirir os produtos", frisa Heleni.

É bom destacar que a instituição escolar só deve pedir aquilo que for para uso pedagógico do aluno e devolver os produtos que não forem usados ao final do ano letivo.
Algumas medidas simples podem ajudar a manter o orçamento da família em ordem e o Finanças Práticas, programa de educação financeira da Visa, reuniu algumas delas:

1. Evite a pressa: “é importante se preparar para a compra e olhar a lista com calma, sem querer resolver tudo para ontem”, destaca Waldeli Azevedo, consultora financeira do Finanças Práticas;

2. Reaproveite: podemos sempre reaproveitar materiais de um ano para o outro. Por isso, vale mobilizar toda a família e fazer uma boa busca em casa;
3. Negocie com a escola: “nem sempre aquilo que está na lista será usado imediatamente”, comenta Waldeli. Vale a pena checar com a escola quais itens podem ser comprados mais para frente ou no segundo semestre;
4. Pesquise preços: o preço pode variar bastante de uma loja para outra. É importante pesquisar pela internet ou diretamente nas lojas, como preferir;
5. Compre em grande quantidade: “os preços para compras no atacado podem representar uma economia significativa”, alerta a consultora. Vale juntar um grupo de amigos ou estocar em casa.
6. Divida a lista: por mais que elas gostem, as crianças não devem participar da compra de todo o material. O ideal é dividir a lista entre itens para serem comprados sem elas e com elas, para que haja essa participação. Isso evita o stress e, consequentemente, mais gastos na hora das compras;
7. Preserve-se: “evite ir às lojas em horários de pico, pois, no tumulto, corremos o risco de perder o controle e gastar mais. Tente manter a calma e tenha paciência”, aconselha Waldeli;
8. Limite o orçamento: antes de sair para as compras, estipule o quanto vai gastar e não fuja muito dessa quantia;
9. Diga não: quando estiver acompanhado dos filhos, não tenha medo de dizer não. O material escolar não deve ser visto como um prêmio para a criança, como se estudar fosse algo ruim. Utilize a oportunidade para dar os primeiros passos na educação financeira das crianças.
10. Planeje-se: alguns itens, como mochilas, lancheiras e canetinhas podem ser comprados em outras épocas do ano, com preço muito menor. Programe-se!
11. Atenção ao uniforme: leve apenas o necessário. Estamos no verão, portanto, seu filho não vai precisar agora de casados e moletons, que são itens mais caros. Além disso, lembre-se: as crianças crescem depressa!
12. Negocie descontos: “observe as condições de pagamento, negocie descontos e prazos. Seu bolso agradece”, finaliza Waldeli.
 
Lembre de que comprar materiais escolares é uma atividade de extrema importância que requer cuidados. Este investimento deverá sempre estar previsto no orçamento da família.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ah, não! Virose no verão?

Por Carolina Mouta
Matéria para o blog O Baú da Criança
Imagem: Dremstine

Verão e férias. Existe época mais gostosa? Mas, para que a diversão esteja garantida, as mamães devem tomar alguns cuidados com a saúde das crianças. Sensações como dor de cabeça, cansaço, mal-estar, diarreia, vômitos, mal-estar e dor por todo corpo, podem ser sintomas de virose.

De acordo com a Dra Ligia Brito, clinica geral e infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, a alta temperatura facilita a manifestação de vírus e bactérias, que tem como aliada a alimentação desregrada no período de férias.

Então, o melhor é dar atenção a pequenos detalhes que irão fazer toda a diferença para que as crianças (e os pais) desfrutem de um verão sem problemas. Veja as dicas da médica:


- Hidrate-se, beba muita água durante todo o dia.
- Lave bem frutas e verduras antes de consumi-las
- Mantenha alimentos bem refrigerados
- Lave sempre as mãos antes de comer
- Evite consumir bebidas preparadas em locais sem condições de higiene ou que venham com gelo, pois a água pode estar contaminada
- Prefira alimentos industrializados aos lanches, espetos e outros alimentos vendidos na praia
- Lave cuidadosamente as mãos, principalmente após usar o banheiro e ao colocar as mãos nos olhos.
- Evite andar descalço, inclusive na praia.

Caso cometa algum deslize e a virose se instalar nas crianças, procure um médico.“Nesse caso é comum os pacientes se automedicarem, porém, tomar remédios sem a orientação médica é perigoso, pois o paciente pode acabar potencializando o vírus ao invés de eliminá-lo além de efeitos colaterais causados pelos próprios medicamentos”, esclarece a médica.

E, fazer uso do soro caseiro nunca é demais. Sabe prepará-lo? Em primeiro lugar, lave bem as mãos. Dentro de uma jarra, misture um litro de água, 1 colher de chá (rasa) de sal e 2 colheres de sopa (cheias) de açúcar. O soro pode ser ingerido a cada meia hora, podendo ser utilizado por até 24 horas após o preparo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dicas para prevenir lesões com as crianças nas férias

Imagem: Dreamstime

As férias escolares chegam sempre acompanhadas de muita diversão, viagens, passeios, além de mais tempo livre para as brincadeiras. Mas o período exige atenção redobrada dos pais para evitar lesões nas brincadeiras dos filhos.

Praticar esporte, seja do passeio de bicicleta à “pelada”, ensina à criança o valor do esporte e da disciplina. No período de férias, as atividades físicas se intensificam, mas a prática esportiva em crianças e adolescente requer cuidados especiais. Muitos, se não tiverem a orientação correta nesse período, podem voltar às aulas com fortes lesões.

A coordenação motora infantil, ainda em desenvolvimento, implica menor velocidade de reação física em comparação com a dos adultos. Conforme as crianças crescem e se fortalecem, os riscos de lesões também aumentam. Geralmente, as crianças menores de 10 anos se machucam em playground. Já os adolescentes tendem a se lesionar por meio da prática de esportes, além das quedas de bicicleta.

Nas práticas esportivas, as lesões podem ocorrer como resultado de quedas, batidas, boladas, torções, entre outros. Assim, todos os esportes e exercícios físicos implicam riscos e a única solução é prevenir. Os pais são aliados importantes e precisam se informar das causas e das formas de prevenir lesões, sendo fundamental que propicie a seus filhos a oportunidade de praticar esportes de maneira segura. “No HCor, durante as férias do ano passado, recebemos 10% a mais de atendimentos de crianças lesionadas durante as recreações. As lesões mais frequentes são contusões (traumas que afetam somente as partes moles das articulações) e lesão da cartilagem”, explica Dr. Rene Abdalla, ortopedista e responsável pelo Instituto do Joelho HCor.

Estima-se que mais da metade das lesões ocorridas durante atividades esportivas envolvendo crianças e adolescentes possa ser prevenida se os pais tivessem tomado os devidos cuidados e tido orientação. “A utilização de equipamentos corretos, como calçados apropriados, treinamento com técnica adequada, supervisionado por treinadores e técnicos, exercícios de alongamento muscular ou de flexibilidade, além de avaliação médica e multiprofissional estão entre as principais medidas preventivas”, esclarece o ortopedista.

É importante o uso de capacete nas atividades que utilizem equipamentos de roda, por menor que seja o percurso. A escolha do calçado, tamanho e tipo adequado também é muito importante. Esportes como o futebol exige o uso de chuteira, pois os cravos de plástico facilitam a aderência ao gramado. O mesmo calçado, no entanto, não serve para bicicleta ou skate. “O uso de um calçado apropriado é importante para a prática esportiva, assim os pais não devem permitir que as crianças joguem ou pratiquem esportes descalças ou com sandálias, para evitar lesões mais sérias nos pés”, alerta o ortopedista.

Dicas para prevenir lesões com as crianças durante as atividades físicas:

- Avalie os níveis de dificuldade de cada esporte para ver se eles são compatíveis com a idade e o tamanho da criança. Por exemplo: uma bicicleta de adulto não serve para uma criança;
 - Garanta que a criança, ao andar de bicicleta, patins ou skate, sempre utilize roupas adequadas e proteção apropriada, como capacete, joelheiras e cotoveleiras. E que pratique essas atividades em locais próprios e seguros;
 - Antes de começar qualquer esporte, as crianças devem passar por um exame médico completo;
 - Verifique se a pessoa que treina a criança está capacitada a prestar um serviço de primeiros socorros em caso de acidentes;
- Verifique se o ambiente de treinamento é adequado para prática esportiva;
- As crianças devem ter um tempo adequado de intervalo entre as atividades e não devem continuar a jogar se estiverem machucadas.

Com esses conselhos, as férias serão um momento de muita diversão! Aproveite!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Carrinho para bebês - uma escolha

Por Carolina Mouta
Matéria publicada em 2011, no site Bolsa de Mulher *
Imagem: Dreamstime

Tão importante quanto aprender a trocar fraldas é saber escolher bem o carrinho do bebê. Afinal, é a bordo dele que seu filhote vai descobrir um mundo de coisas, tomar gosto pelos passeios e tirar aquela sonequinha! E, quanto melhor o produto, mais acompanhará o crescimento do pequeno.

Mas, a compra do carrinho é um assunto cheinho de pormenores. Não dá para entrar na loja e avaliar somente a beleza ou a quantidade de acessórios que podem ser acoplados nos modelos mais completos. Muitos pontos devem ser considerados e repensados antes de fechar negócio. O melhor carrinho é aquele que apresenta características mais compatíveis com seu estilo de vida. Difícil? Especialistas garantem que não. Basta organização e muita pesquisa!

Antes de comprar um produto tão específico, os pais devem levar em conta informações importantes. "Devem atentar à faixa etária, ao peso e à altura compatíveis com seu filho", explica Renata Palmieri, coordenadora de produtos da Chicco do Brasil. Além disso, outros quesitos devem ser analisados. "Os pais devem buscar durabilidade, segurança, praticidade e conforto", orienta Julieta Ferreira, especializada na área baby do departamento de compras da loja PBKIDS.

SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR
Avaliar muito bem alguns itens de segurança antes de fechar o negócio nunca será um exagero. O cinto de segurança mais indicado é o cinto de três ou cinco pontos. As travas nas rodas e os freios minimizam a possibilidade do carrinho andar sem que os pais percebam.

Outra trava essencial é a usada como dispositivo para manter o carrinho aberto ou fechado. Isso evita que haja algum acidente, como o carrinho se fechar com o bebê dentro. Os pais devem prestar muita atenção também ao acabamento do carrinho: ele não deve apresentar cantos pontiagudos, rebarbas ou partes metálicas que podem aquecer demais no sol.

PRIMEIRO CARRINHO
Julieta Ferreira lembra que existem carrinhos – nacionais e importados - para todas as fases do bebê em separado e carrinhos que vão desde o nascimento até 36 meses. "Os primeiros carrinhos - ou carrinho berço - oferecem todas as comodidades necessárias para satisfazer as necessidades específicas de conforto, segurança e a recomendação do máximo de tempo possível na horizontal para os recém-nascidos", diz.

A estrutura desses carrinhos costuma ser bem acolchoada e o espaço de acomodação da criança é bem amplo. O ajuste da inclinação do assento chega a cinco posições. Isso é essencial, principalmente nos primeiros seis meses de vida. "Nessa fase os bebês adormecem muito fácil e ainda não possuem sustentação de coluna. Assim, os carrinhos berço, que possuem reclinação de até 180°, são os mais indicados", alerta Renata Palmieri.

A administradora Fernanda Maciel, de 30 anos, dará a luz em breve e já escolheu o carrinho de Mariana. "Pesquisei bastante e optei por um modelo com posição horizontal e alça reversível, para que a bebê possa ficar virada para mim", conta. Mas Fernanda ainda não ficou satisfeita: maioria dos carrinhos desse tipo é grande e pesada.

SEGUNDO CARRINHO
Os segundos carrinhos, ou de passeio, são leves, versáteis e sem complicações. Nesse caso, se enquadram os modelos chamados "guarda-chuva". "Eles são pequenos, ocupam menos espaço, são práticos para fechar e fáceis de transportar", sugere Renata. A personal shopper Priscila Goldenberg aponta outro diferencial: vida útil mais longa, já que esses carrinhos podem ser usados por crianças maiores.

Entre todas as amigas de Yara Moura, mãe de Cauê, de um ano e cinco meses, o "guarda-chuva" é o rei. "Uma foi indicando para a outra e todas nós aderimos. Realmente é bem mais prático já que, na maioria das vezes, estamos sozinhas com o bebê e transportando aquela bolsa cheia de coisas", conta. Yara ressalta, ainda, que é importante que o teste na loja, antes da compra, seja feito também pela mãe. "Muitas vezes é o pai quem manuseia e testa o abrir e fechar do carrinho, a forma de carregar. No entanto, cabe à mãe no dia-a-dia a tarefa de utilizá-lo sozinha. Aí surgem as dificuldades", avisa.

Apesar de ser quase unanimidade entre as mamães, alguns modelos deixam a desejar nos quesitos conforto e resistência. Vale a pena verificar minuciosamente os detalhes e pedir uma boa referência de marca às amigas.

MODELOS DIVERSIFICADOS
Ao contrário do que se pensa, os carrinhos não devem atender somente às necessidades do bebê, mas alinhá-las com as necessidades de toda a família. Por isso, é possível encontrar tantos tipos no mercado. Mas a diversidade de produtos não deve ser motivo de desespero! Dá para comprar um carrinho que se adeque às questões de segurança, que seja lindinho e, de quebra, ainda atenda a tudo o que a mãe e o bebê precisam. "Hoje em dia existem muitas marcas e modelos que contemplam a maioria das características procuradas pelos futuros pais", diz Priscila Goldenberg.

Muito menos vistos nas ruas, os carrinhos de três rodas - do tipo triciclo - são uma opção para quem circula em diversas superfícies. "Ele pode ser usado em asfalto, terra, grama e pisos. Além de serem práticos e leves para manobras, são ideais para exercícios em parques e calçadões", pontua Julieta. Normalmente esse modelo possui rodas mais amplas e com diâmetro maior. "Além disso, possui amortecimento especial, o que proporciona maior estabilidade ao carrinho", lista Renata Palmieri.

Os carrinhos de três rodas possuem um design mais moderno e, consequentemente, mais acessórios, o que todas as mamães adoram. "Em geral, eles têm uma cesta maior para carregar todos os pertences do bebê e da mamãe, porta copos, bandeja para o bebê, regulagem da barra de empurrar o carrinho, skate para levar o irmão mais velho", enumera Priscila. Freios traseiros, rodas infláveis e regulagem de altura das alças também podem ser encontrados nesses modelos.

Já os modelos adventure, explorer, pick up e outros nomes que remetam a esportes e trilhas, são produtos bem mais resistentes a pancadas, subidas e superfícies rochosas. O diferencial está nas rodas, que são maiores e mais grossas, amortecedores dianteiros e traseiros, rodinhas direcionáveis, capa impermeável, diversos bolsos, sacolas e organizadores, além de um protetor frontal removível, ideal para ser usado em dias chuvosos e na mata. Apesar da estrutura reforçada, a composição é em material leve, como o alumínio. Isso encarece o produto, mas, em compensação, o carrinho pode ter seu peso reduzido pela metade.

CARRINHOS DUPLOS
Se comprar carrinho para um neném já dá pano pra manga, imagine só ter que escolher um modelo para dois bebês! É um mede daqui, verifica dali... Normalmente eles ocupam um espaço maior que os carrinhos convencionais, por isso, atenção às medidas. Os carrinhos para gêmeos possuem uma estrutura apropriada para acomodar duas crianças com segurança e estão disponíveis no mercado em diferentes modelos.

Existem modelos lado a lado - os mais tradicionais -, onde as crianças ficam bem próximas, interagindo o quanto quiserem. Ambas têm a mesma visão do passeio e podem compartilhar tudo da mesma forma. Esse modelo pode ser guiado por um dois pais sem problemas. O ponto negativo é o tamanho da peça: muitos não passam pelas portas e nem entram nos elevadores. Para não ter surpresas, prefira os carrinhos com largura inferior a 80 cm, que geralmente é a empregada nas portas.

Outra opção para levar os gêmeos é o carrinho no estilo tandem, em que uma criança fica atrás da outra. A vantagem é oferecer maior facilidade para passar pelas portas e calçadas estreitas mas, no entanto, somente uma das crianças - a que vai à frente - tem uma boa visão do passeio. Outra desvantagem é o espaço que resta para o bebê do assento traseiro quando a cadeirinha da frente é reclinada.

Para os papais mais indecisos sempre há a opção de comprar dois carrinhos individuais, que oferecem muito mais espaço. O ponto negativo dessa escolha é que na hora do passeio será necessária a presença de duas pessoas, ainda que seja utilizada uma trava própria para unir os dois carrinhos. "Tenho um casal de gêmeos e escolhi dois carrinhos individuais para compor o enxoval. Logo nas primeiras semanas percebi que a escolha havia sido equivocada, pelo menos para o meu caso. Substitui os dois carrinhos por um modelo duplo e hoje saio com os bebês sem depender de outras pessoas", conta Isadora Mathias, mãe de Clara e Eduardo, de cinco meses.

É sempre bom salientar que carrinhos para trigêmeos e quadrigêmeos existem mas só são fabricados por marcas estrangeiras. Por isso, é bem mais difícil encontrá-los pelas ruas das cidades brasileiras.

MUDANDO DE CARA
A maioria dos carrinhos possui estofado fixo e costurado no assento. Com isso, fica difícil lavar e fazer a manutenção do tecido. Aliás, ter o tecido lavável pode ser um diferencial do carrinho. Afinal, crianças costumam sujar tudo a sua volta quando comem. Então, se der para retirar a capa e deixá-la com cara de nova, melhor. Para contribuir com o aspecto nota 10, prefira as cores escuras. Os tons mais claros são bem mais difíceis de se manterem nos trinques.

Para colaborar com a limpeza uma novidade chegou ao mercado e promete repaginar os carrinhos. O confort set, produto da empresa alemã ABC Design, é um kit composto de capa para assento, barra de proteção acolchoada e aba solar para capota, mas só está disponível para alguns modelos da marca alemã ABC Design. A vantagem é ter um carrinho que se adeque às cores da moda, ou de visual totalmente diferente do original, principalmente quando o produto passa de irmão para irmão.

Aliás, quando os pais pretendem ter mais de um filho já começam, desde o primeiro enxoval, a buscarem estampas neutras. Além dos clássicos rosa e azul, as empresas investem em carrinhos com tecidos que servem para ambos os sexos como xadrez, desenhos geométricos e estampas de bichinhos e tecidos lisos.

O ninho neonato, produto da Burigotto ajuda a preservar o assento e dá ao bebê a gostosa sensação de aconchego. O acessório está disponível somente para alguns modelos de carrinho da marca.

Dias de sol ou de muita chuva? Não tem problema: se a mamãe quiser, o passeio está garantido. Hoje existem no mercado diversos guarda-sóis, guarda-chuvas e capas para manter o bebê alheio às vontades do tempo.

A lista de acessórios para carrinhos é enorme. Além de tudo o que o modelo pode oferecer, os pais ainda podem incrementá-lo com mosquiteiro, capa de chuva, jogo de lençol e fronha, móbiles, colchonete, travesseiro, nicho, guarda sol. E tudo isso a gente encontra nas lojas especializadas em bebês!

PASSO A PASSO PARA ESCOLHER BEM
Se você ainda está na dúvida sobre qual carrinho escolher, siga o passo a passo para uma boa escolha na hora da compra:
- Avalie qual será o ambiente de maior uso do carrinho
- Avalie segurança dos modelos
- Atente para o conforto e qualidade do produto
- Verifique o tamanho do carrinho (se possui um carro com porta malas pequeno, escolha um modelo de carrinho pequeno)
- Verifique a indicação de peso (avalie se o peso indicado para o modelo escolhido é o ideal para seu bebê)
- Procure um modelo com sistema de abre e fecha fácil, pois na maioria das vezes a mamãe terá que manusear o carrinho sozinha
- Verifique de acordo com a marca e modelo escolhido, quais acessórios estão disponíveis: capa de chuva, capa contra vento, capa de sol, porta-copos, tamanho da cesta para carregar bolsa do bebê, organizador, suporte para carregar sacola de compras, etc.
- Veja quais modelos de carseat (bebê conforto) são sugeridos para o carrinho. Muitos fabricantes fazem o carrinho e carseat da mesma linha. Caso o carrinho escolhido não tenha o bebê conforto, verifique quais modelos se adaptam ao mesmo com a ajuda de um dispositivo de fixação do equipamento, chamado adaptador para carseat
- Dê uma olhada no design, pois, além de todos os requisitos anteriores, o visual do carrinho de seu bebê deve ser de seu agrado.
- Pesquise bastante os preços. Há uma grande variação de loja para loja no mesmo modelo de carrinho.

* O texto pode ter sofrido modificações

Retomando os trabalhos

Olá!
Depois de uma pequena pausa no Baú, estamos de volta!

Para reiniciar os trabalhos, deixamos aqui, um lembrete: a vacinação contra a poliomielite vai até o dia 6 de julho. Não deixe de levar seu filhote!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mitos e verdades sobre bebês

Por Carolina Mouta
Matéria publicada no site Bolsa de Mulher *
Imagem: Dreamstime

Só quem é mãe de primeira viagem sabe o quanto as dúvidas fazem parte do dia a dia de quem tem um bebezinho em casa. E conselhos não faltam. É avó, é tia, é vizinha: todo mundo quer dar pitaco. O grande problema é que muito do que se ouve por aí não passa de pura falácia!

Bebês não devem tomar chá? Virar o bebê de barriga para baixo diminui a cólica? Copinho pode substituir mamadeira? Lã na testa faz o soluço passar? São tantas as curiosidades!

Para dar uma organizada na cabeça e não perder tempo com bobagens, a Dra. Rosa Resegue Ferreira da Silva, presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria de São Paulo, preparou um guia com alguns mitos e verdades que a gente está cansada de ouvir por aí.

BEBÊS NÃO DEVEM TOMAR CHÁS? - Mito. Esta afirmativa é verdadeira quando a criança está em aleitamento materno até o sexto mês de vida. Nesse caso, deve-se evitar a ingestão de chás, pois podem prejudicar as mamadas e a absorção de ferro. Os chás devem ser preparados em infusão e sem adição de açúcar. O chá preto e o mate devem ser evitados por conterem cafeína.

ATÉ QUE O UMBIGO CAIA É NECESSÁRIO TAPÁ-LO? Mito. A limpeza do coto umbilical deve ser feita com álcool a 70%. O umbigo costuma secar durante a primeira semana de vida e cair entre oito e dez dias. Manter a área do umbigo sempre limpa e seca auxilia no processo de cicatrização. Por esse motivo, é preferível, inclusive, deixá-lo para fora da fralda. Importante destacar que o coto umbilical não dói.

AMIDO DE MILHO PREVINE ASSADURAS? Mito. Em alguns casos, a utilização de uma papa de amido de milho pode auxiliar (efeito calmante) quando a dermatite já estiver instalada. Por ter a forma de talco, o amido de milho deve inclusive ser evitado pelo risco de acidente (aspiração).

VIRAR O BEBÊ PRA BAIXO DIMINUI AS DORES DE CÓLICA? Nem mito, nem verdade. A cólica costuma acontecer nos primeiros três meses de vida da criança, tendo múltiplas causas. São também várias as iniciativas usadas como auxiliares para diminuição da dor do bebê e da ansiedade dos pais, como o uso de fraldas aquecidas ou colocar a criança de bruços sobre o colo ou a mão dos familiares. Nenhuma dessas iniciativas, entretanto, mostrou-se eficaz nos estudos realizados, mas é preferível sua utilização ao uso de medicamentos, que não têm eficácia comprovada e podem causar efeitos colaterais na criança.

LÃ NA TESTA FAZ O SOLUÇO PASSAR? Mito. Os soluços, assim, como os espirros são frequentes no bebê e ocorrem nas mudanças de temperatura, como no banho ou ao trocar as fraldas. Inócuos, os soluços não doem e podem ser aliviados colocando a criança ao seio para amamentar ou, simplesmente, acalentando-a.

A ALIMENTAÇÃO DA MÃE PODE INTERFERIR NAS CÓLICAS DO BEBÊ? Verdade. No entanto, é preciso deixar claro que não há necessidade de dietas especiais para a mãe que amamenta, devendo-se evitar apenas o consumo excessivo de alguns alimentos que podem provocar irritabilidade e/ou aumento dos movimentos intestinais como café e chocolate (considera-se excessivo o consumo de mais de 450g/dia).

CHUPETA ALTERA O DESENVOLVIMENTO BUCAL E DA FALA? Verdade. É importante não encorajar o uso da chupeta. Quando a criança já tem esse hábito, recomenda-se o uso da chupeta quando a criança for dormir, devendo-se retirá-la em seguida. Evite que a chupeta seja acessível para a criança. Não é recomendável o uso de prendedores (inclusive pelo risco de acidentes) e também de fraldinhas presas à chupeta, que só pioram as alterações provocadas.

RECÉM-NASCIDOS SENTEM MUITO FRIO E DEVEM ESTAR SEMPRE AGASALHADOS? Mito. Agasalhar demais os bebês pode provocar hipertermia.

SONECAS DIURNAS SÃO IMPORTANTES PARA OS BEBÊS? Verdade. A qualidade das sonecas diurnas é, inclusive, importante para a qualidade do sono noturno.

COPINHO PODE SUBSTITUIR MAMADEIRA? Verdade. Não há necessidade do uso de mamadeiras. Após o sexto mês, na passagem para os alimentos complementares, pode-se introduzir diretamente os copinhos. O mesmo é feito quando a mãe ordenha o leite para uso posterior. Nesses casos, o leite materno é oferecido em copinhos ou por meio de colheradas.


* O texto pode ter sofrido modificações.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Natação para bebês

Por Carolina Mouta
Matéria para o site
Bolsa de Bebê *
Imagem: Dreamstime


A água é um elemento bastante conhecido dos bebezinhos. Afinal, foram nove meses de contato com o meio aquático, ainda que na barriga. Os pequenos saem dela demonstrando muitos reflexos e movimentando-se com muita habilidade. Aproveitando essa deixa, muitos pais iniciam seus filhotes na natação, o único esporte indicado para bebês. E que gostoso pode ser! Sem barreiras para os movimentos e sem sentir o seu próprio peso, o pequenino tem momentos de prazer e descoberta e aprende a nadar a partir da brincadeira de mexer os bracinhos e as perninhas.

Completo, o exercício estimula todas as partes do corpo, promove tranquilidade e momentos de intimidade com os pais. Mas não é só por isso que é indicada. Há inúmeros motivos para matricular o seu bebê na aula de natação. De acordo com o professor Dani D´Aquino, segurança, saúde e lazer são alguns deles. "A natação pode evitar acidentes e salvar vidas desde muito cedo; fortalece o organismo prevenindo doenças ou promovendo reabilitação física e bebês e crianças bem adaptadas à água e, sabendo nadar, aproveitam muito mais as visitas em piscinas, praias, lagos e rios", pontua.

Bebês podem começar o exercício desde muito cedo. O ideal é que os pequenos tenham o primeiro contato com a piscina quando já tomou as segundas doses da maioria das vacinas, estão mais firmes e têm mais movimentação do corpo. Isso evita problemas chatinhos como inflamações de ouvido. "Para a maior parte dos pediatras a natação é recomendada a partir dos seis meses de vida, com o atestado", diz a professora Flávia Gazolli, especialista em psicomotricidade aquática.

Normalmente não há contraindicação do esporte para bebês, exceto quando as crianças têm alergia ao cloro.

Benefícios à beça

Mamães que decidirem colocar os bebezinhos na natação irão colher ótimos resultados. "A natação melhora da coordenação motora; aumenta a capacidade cardiorrespiratória; desenvolve noções de espaço e tempo e ajuda a prevenir doenças respiratórias", enumera o professor D´Aquino. Equilíbrio, tônus e outras atividades funcionais são muito favorecidas. "A natação estimula o apetite e tranquiliza o sono", explica Flávia.

E não é só o físico que colhe benefícios. O lado emocional e a confiança mútua também podem ser bastante trabalhados. "O bebê que pratica a natação desde cedo é estimulado de diversas formas. O contato direto com a água e seu acompanhante, que na maior parte das vezes é com sua mãe, proporciona momentos de conforto e estimula a afetividade", esclarece a especialista.

A natação pode auxiliar na prevenção e no tratamento de algumas doenças, principalmente as de origem respiratória, desde que praticadas em piscinas bem tratadas e com boa circulação de ar fresco. Alergias, bronquites ou rinites alérgicas podem ter um baita alívio com a prática regular do esporte. Mas, não se engane! A natação pode ser negativa em alguns casos. "A pressão, uma das propriedades físicas da água, tanto pode ajudar em caso de doenças respiratórias ou circulatórias também pode piorar doenças como a sinusite. Por isso a importância de consultar o seu médico antes de iniciar a prática da natação", reconhece o professor D´Aquino. De acordo com Flávia Gazolli, a natação também é excelente para tratar crianças que apresentam atraso motor.

Como é a aula

As aulas para bebês são cuidadosamente formuladas. Normalmente são mais curtas que as aulas tradicionais - têm a duração de até 45 minutos - e a presença de um dos pais é indispensável até, mais ou menos, os três anos. "Precisamos de alguém de confiança para entrar na água com o bebê. Um dos pais fica praticamente o tempo. Em alguns momentos a criança fica com o professor. As atividades são colocadas aos pais e eles executam com seus filhos. Nós, professores, somos mediadores", conta Flávia Gazolli.

Segundo Dani D´Aquino, o professor orienta as atividades - que devem ser prazerosas - de acordo com a idade de cada bebê. "É mostrada a melhor maneira de segurar o bebê e como fazer os mergulhos, além de muitas outras atividades, que geram segurança para os bebês e os pais", explica. O ritmo é menos intenso para os bebês menores. "Os bebês com menos de oito meses possuem um ritmo diferente, mais lento", ressalta Flávia.

De acordo com a especialista, para pais e bebês o exercício deve ter um caráter lúdico e recreativo. Já para o profissional, deve ter planejamento e conteúdo. "Brincar por brincar qualquer um faz. A diferença é que estamos auxiliando esses pais a estimular seu filho de uma forma segura e organizada", orienta.

É importante que o ambiente seja rico em estímulos. Deve haver número suficiente de objetos com diferentes cores, tamanhos, formatos e as atividades devem buscar facilitar o desenvolvimento dos sentidos da criança. Músicas também devem fazer parte das aulas, pois estimula a memória, ajuda a aumentar o vocabulário e traz noção de ritmo.

Olho vivo!

São tantos pormenores que não é qualquer pessoa que pode dar aulas de natação a bebês. Conhecimentos sobre psicologia e fisiologia do desenvolvimento infantil fazem diferença na hora de propor as atividades adequadas à faixa etária. Portanto, os pais devem estar atentos à habilitação dos instrutores. "Os professores obrigatoriamente devem ser formados em educação física, registrados no Conselho Regional de Educação Física (CREF), com participação de cursos específicos de natação para bebês", salienta Dani D´Aquino.

Outro ponto que precisa ser avaliado é o local das aulas. Os pais devem conhecer a academia, verificar as instalações físicas em relação à higiene, ventilação e limpeza dos vestiários.Assistir a uma aula e conversar antes com o professor para saber sobre a dinâmica ou número de bebês por turma, são boas dicas.

A piscina - motivo de preocupação de muitos pais - deve receber tratamento especial. "A temperatura de ser em torno de 32 a 33°C, com residual de cloro dentro da faixa ideal e, de preferência, com tratamento auxiliar da água através de ozônio ou ultravioleta", explica o professor Dani.

Para que a criança aproveite as aulas e tenha vontade de cair na piscina, insira a natação no dia a dia sem alterar a rotina. O horário da aula não deve coincidir com o soninho da tarde ou com a hora da alimentação do pequeno. E não se preocupe com a fralda: já existem modelos de várias marcas próprios para piscina e que não apresentam qualquer risco de vazamento.

Como em tudo o que fazemos, estímulos são muito bem-vindos: elogie o seu bebê a cada conquista, a cada mergulho, a cada gesto. Assim, a natação será um momento de extrema felicidade, permeada por muito aprendizado e lições para a vida inteira.


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segunda-feira, 5 de março de 2012

Vaidade infantil

Por Carolina Mouta
Matéria para o site Bolsa de Mulher *
Imagem: Dreamstime


"Espelho meu, espelho meu, existe no mundo alguém mais bela do que eu"? Está documentado nas fábulas infantis: beleza e vaidade são assuntos que mexem com a cabeça dos humanos muito cedo. Desde pequenininhas, as meninas têm vontade de se maquiar, pintar as unhas, cuidar dos cabelos, ficar bonita. Os meninos não ficam de fora: querem roupa da moda e penteados descolados. Nada de mais, dentro dos devidos limites.

As crianças estão tão mais exigentes que querem cuidar da aparência em um lugar pensado só para elas. Atendê-las quer dizer ter uma decoração colorida, com mobiliário adequado, videogame, cama elástica, piscina de bolinhas, karaokê e tudo o mais que você possa imaginar. Para dar conta desse público, um novo segmento de mercado vem conquistando muitos clientes e, neste ramo, os salões de beleza são os que mais crescem. E não apenas para cortar o cabelo: "As crianças procuram serviços de corte, hidratação, penteados, maquiagens, unhas decoradas", conta Morgana Vigo, proprietária do Astros e Estrelas Kids no Rio de Janeiro.

A presença das crianças em locais que antes só atendiam adultos é cada vez mais constante e tem a ver com mudanças no estilo de vida. De acordo com a consultora em beleza e bem-estar do SPA Shishindo, Soon Hee Han, as mães buscam introduzir as crianças muito cedo a cuidados que antes só iniciavam na adolescência.

Apesar de disponibilizarem - também para crianças - serviços de relaxamento e reeducação alimentar, muitos SPAs são procurados pelas mães para apresentar à criança o universo da beleza e da boa aparência. Aí entram as massagens, terapias com pedras quentes, drenagem linfática, acupuntura e esfoliação. "O objetivo primordial é a introdução em ambientes de glamour, diferenciado", conta a especialista.

Mais que cuidar do visual Os serviços diversificados em SPAs vão além. Alguns, como o Shishindo, organizam festas de aniversário para a garotada. "O SPAs é procurado pelas mães para comemorações pequenas, com o máximo de 12 crianças".

As menininhas que se sentem em casa no salão podem comemorar o aniversário cuidando do visual junto com as amigas. "Fazemos festas para até 20 meninas com direito a um buffet durante as quatro horas em que ficam no salão - incluindo desfile das produções realizadas, sem esquecer o bolo e doces para a hora do parabéns", diz Morgana.

O mercado da beleza infantil é tão amplo que fez com que os profissionais fossem até os clientes. "Vamos também às festas fora do nosso salão. Produzimos todas as crianças com penteados, maquiagens e unhas decoradas e, para os meninos, penteados radicais com gel colorido. As crianças curtem muito este serviço, que realizamos em casas de festas, play de condomínios, desfiles de grifes, escolas e até dentro das residências de clientes, numa comemoração mais íntima", relata a empresária.

Menino também entra

E quem foi que disse que os meninos não curtem uma produção? "No dia a dia o salão é mais frequentado por meninos, pois cortam cabelos muito mais vezes que as meninas", diz Morgana. Menina gosta é de se enfeitar. "Elas cortam menos, ficam mais ligadas nos demais serviços como unhas, penteados e maquiagem. As meninas curtem as festas no salão, simplesmente adoram!", conta Morgana.

Os SPAs também estão longe de ser território exclusivamente feminino. Nesse clubinho menino entra. "Principalmente adolescentes do sexo masculino buscam muito os serviços de SPA, limpeza de pele e antitensão em época de vestibular", diz Soon Hee Han.

Imitar é bom, mas tem limite

De acordo com a psicóloga Marina Almeida, a frase célebre que inicia essa matéria pode aprisionar as crianças num ideal narcísico e infantil. "Elas não verão a diversidade de beleza que não é apenas estética, mas interna, subjetiva, nas relações afetivas e amorosas diante da vida", pontua a especialista.

Morgana Vigo admite: a nova geração de crianças está antenada com o que acontece no mundo, mas ainda se espelha nos pais. E todo mundo sabe: criança adora imitar gente grande. As menininhas copiam a mãe, os garotões querem ser iguais ao pai. E isso faz parte do crescimento da criança. "A fase de imitação é saudável, até que a própria criança possa ser ela mesma, dentro de suas necessidades", orienta a psicóloga Marina Almeida.

Os pais devem estar atentos ao limite. As idas aos salões e SPAs devem ser encaradas pela criança como uma grande brincadeira que alia beleza e higiene. "As crianças precisam estar com os cabelos cortados, principalmente a franja, para não atrapalhar a visão e o aprendizado na escola. Devem estar sempre com as unhas limpas, pois as doenças estão aí", orienta Morgana.

A inclusão de um SPA na agenda infantil passa a ser preocupante quando elas chegam para perder peso por causa da estética e não da saúde. Os pais devem ser coerentes: algumas realmente precisam de um trabalho de reeducação alimentar e exercícios físicos. Outras só querem imitar a modelo vista na televisão.

Quando essa vaidade toda passa a ser levada a sério, o alerta dos pais deve acender. "O cuidar-se deixa de ser saudável na medida em que esta criança só vive para isso: para o salão de beleza, para os cosméticos, para imagem, sem poder notar outras necessidades afetivas, a de crescimento, como estudar, ter amigos, construir valores éticos e morais", diz a psicóloga Marina Almeida.

Incentivar o culto à beleza e ao corpo em demasia pode fazer com que a criança pule etapas importantes do desenvolvimento da sua personalidade levando à sexualização precoce. "É a condição de colocar o ser humano que está em desenvolvimento, se humanizando, tentando aprender a dominar seus impulsos agressivos e libidinais, numa condição aonde se investe somente nas condições de sedução, erotismo, atração, estética corpórea. Valoriza-se mais o investimento no corpo do que nos afetos, valores e autoestima", explica Marina.

Mas não são somente os pais os responsáveis por essa cultura. "A mídia e os valores consumistas levam as meninas a adquirem maquiagem, tinturas de cabelo, esmaltes, bijuterias e mesmo o controle do corpo para ficarem magras e serem manequins. Notamos que a aquisição destes bens não se basta um esmalte, uma bijuteria, mas se anseia pelo exagero, precisa-se ter uma coleção disto tudo", diz a psicóloga.

Cuidado com os produtos

Perfume, esmalte, gel de cabelo, maquiagem, creme hidratante, xampu e condicionador... A lista de produtos infantis não para de crescer. "Os cosméticos ao público infantil têm formulação especial para não agredir a pele e os cabelos das crianças, além de suaves fragrâncias. É fundamental que os produtos utilizados estejam de acordo com a idade", orienta a dermatologista Denise Lima.

A maquiagem deve ser evitada a qualquer custo. "Se isso não for possível, prefira os produtos infantis, que saem com mais facilidade na água. Opte por marcas conhecidas e, mesmo sendo antialérgica, faça o teste na criança", salienta a médica.

De acordo com Denise, os esmaltes não deveriam fazer parte da brincadeira, pois possuem solventes em sua composição. Mas as menininhas não precisam chorar. Há no mercado esmaltes desenvolvidos para crianças e que saem com água e sabão.

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Coça, coça: é piolho

Por Carolina Mouta
Matéria para o site Bolsa de Bebê *
Imagem: Dreamstime


Uma coçadinha aqui, outra coçadinha acolá... Nada de mais quando é esporádica. Mas, se o coça-coça não dá trégua, a mamãe logo suspeita: pode ser piolho. Existem diversos tipos do parasita, mas vamos nos ater aqui ao Pediculus humanus var capitis - hein? -, que pode provocar uma infestação chamada de pediculose do couro cabeludo. A doença - que está entre as de maior incidência na população infantil do país - é caracterizada por uma coceirinha sem fim, que atinge principalmente crianças em idade escolar. Mas os adultos não estão livres dele, não. Os bichinhos também não fazem distinção de raça, classe social e nem idade. Se tem cabelo, ele pode fazer a festa!

Quem é esse tal de piolho?

De acordo com a bióloga Bianca Dantas, o piolho é um inseto pequenino, de coloração marrom. Possui uma boca adaptada, usada para perfurar a pele e sugar o sangue humano, do qual se alimenta. As garras nas seis pernas possibilitam grudar no corpo do hospedeiro.

Os bichinhos não voam, não pulam e vivem em torno de 30 dias. Nesse tempo podem fazer um estrago... "Uma fêmea pode colocar até 300 ovos durante a sua curta vida. Na sua fase reprodutiva ela costuma botar, em média, de dez a doze ovos por dia. Esses ovinhos de cor esbranquiçada são as lêndeas, que costumam ficar grudadas nas raízes do cabelo, bem pertinho do couro cabeludo, e eclodem em cinco ou seis dias", explica Bianca.

Como são transmitidos?

Engana-se quem pensa que os piolhos estão associados à falta de higiene. A história não é bem assim: os piolhos gostam mesmo é de um cabelo limpinho. A transmissão acontece através do contato pessoal direto com os indivíduos infestados e pelo compartilhamento de utensílios como pente, boné, travesseiro, lenço de cabeça e presilhas. Encostos de cadeiras e assentos de carros também ajudam a disseminar a pediculose.

Quais os sintomas?

O primeiro sintoma de uma infestação é uma intensa coceira no couro cabeludo, principalmente na região da nuca e atrás das orelhas. Essa coceira, causada pela saliva e pelas fezes do piolho, pode resultar em feridas, deixando uma porta aberta para infecções bacterianas. E entre uma coçadinha e outra não há quem durma. "Além de atrapalhar o sono, a pediculose pode levar as crianças a um quadro de estresse, o que atrapalha, inclusive, o desempenho escolar", ressalta a pediatra Rosana Monteiro. Mas não é só isso: dois meses são o suficiente para que o quado se agrave. "Pode haver o aparecimento de gânglios e anemia", avisa a especialista.

Como diagnosticar a pediculose?

Além da coceira, uma outra forma de evidenciar a infestação é verificando a presença dos parasitas. Mas isso não é nada fácil, especialmente no caso dos piolhos. Eles fogem ao menos sinal de movimento nos cabelos. As lêndeas são bem mais legais: ficam paradinhas, grudadinhas nos fios e tem uma coloração mais clara, sendo melhor identificadas.

Dá para prevenir

Não tem jeito: pais que têm filhos em idade escolar devem estar atentos e inspecionar sistematicamente as cabecinhas. Com a ajuda do pente fino, é bom fazer uma varredura diária nos fios de cabelo. "A criança pode criar o hábito de passar o pente fino toda vez que for tomar banho", sugere a dermatologista Fernanda Oliveira. Assim, se houver piolho, ele já vai, literalmente, por água abaixo!

Outros cuidados podem ajudar a manter os piolhos bem longe: a criança deve ser orientada a não compartilhar objetos como pentes, bonés e presilhas. Manter as madeixas curtas ou amarradas também são boas opções, mas não prenda os cabelos se eles estiverem úmidos.

Operação pente fino

No caso de haver infestação, o pente fino - preferencialmente e metal ou inox - também é o principal aliado no tratamento. Quando for passá-lo, é bom utilizar um pano claro, evitando que os piolhos caiam na roupa. Os piolhos e lêndeas que caírem no pano devem ser deixados em vinagre diluído em água por um período de 30 minutos, para que sejam mortos. Aliás, essa fórmula (uma parte de água para uma parte de vinagre) também é eficaz para retirar as lêndeas. "A orientação é passar a solução com a ajuda de um pedacinho de algodão. Use poucos fios de cabelo de cada vez, pressione-os entre o algodão e puxe da base do fio para as pontas", ensina a drª Fernanda.

Receitinhas alternativas, nem pensar!

Na ânsia de exterminar os insetos, muitos pais se deixam levar por recomendações alternativas e produtos inadequados. Mas, não existem receitas infalíveis para exterminar os piolhos. A médica ressalta que o uso de soluções caseiras, principalmente se na fórmula tiver querosene e inseticidas, deve ser totalmente descartado. "Esses produtos são tóxicos ao ser humano e podem ausar irritações e reações alérgicas. A melhor conduta e procurar um especialista, que indicará o tratamento adequado com shampoos ou loções, chamados de pediculicidas. Ferver os objetos pessoais, tais como pente, boné, lençol e roupas também ajuda", diz. O uso dos "remedinhos para piolho" deve ser repetido cerca de dez dias após a primeira aplicação. Esse é o tempo necessário para que as lêndeas - que se safam dos pediculicidas - se transformem em piolhos. Por isso, é importante considerar o ciclo biológico do parasita.

Fazendo o tratamento direitinho, em duas semanas o pequeno estará livre dos bichinhos. Aí, é cuidar para que não haja reinfestação. Afinal, ninguém quer ser surpreendido com o aparecimento de visitantes tão indesejados.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Comportamento de crianças diante o sol

Por Dr. Marcelo Olivan


O Pedriatrics (http://pediatrics.aappublications.org/), jornal da Academia Americana de Pediatria, publicou um estudo recente com crianças e pré-adolescentes para verificar como se comportam diante do sol, se têm o hábito de cuidar da pele e usar protetor solar.

Pesquisadores entrevistaram 360 crianças em Massachusetts (EUA), quando elas tinham dez anos de idade, fazendo perguntas sobre se tinham sofrido uma queimadura no verão anterior, quantas horas costumam passar sob o sol, se gostam de se bronzear e se usam protetor solar. Eles acompanharam os participantes e após três anos, as crianças - já adolescentes, foram entrevistadas novamente e os resultados foram surpreendentes.

A queimadura solar permaneceu estável, latente na pele, em pouco mais de 50% dos participantes. Enquanto crianças, apenas 50% relataram o uso frequente do filtro solar sob o sol, por pelo menos seis horas. Entretanto, o uso do protetor, nas mesmas condições, caiu para 25% quando as crianças passaram a ser adolescentes.

O estudo mostra que as crianças que sofreram um incidente de queimaduras solares grande na infância correm duas vezes mais risco de desenvolver um melanoma mais tarde na vida. Aos dez anos, a participação dos pais é mais ativa, por isso o uso maior do filtro solar. Mas os pais ainda pecam em apenas incentivar as crianças a usarem o filtro solar e não explicam o por que de se proteger do sol. O número de pré-adolescentes que passam o tempo ao sol para ficar bronzeadas aumentou durante o período de três anos. Na adolescência, a vida ao ar livre e os bronzeados vistos na televisão e nos colegas se tornam mais importante do que o cuidado com a própria saúde.

O sol pode causar danos latentes à pele se não cuidada corretamente. Até chegar à adolescência, a criança se expõe demais à radiação solar, que tem ação cumulativa ao longo dos anos, afetando o DNA das células. Os pais e a sociedade devem provocar um alerta sobre os perigos com a pele nos jovens. A exposição à radiação do sol está associada ao desenvolvimento de câncer de pele mais tarde na vida, ou seja, é imprescindível o uso correto do protetor ainda quando pequenos. E a proteção da pele é o único meio de evitar futuramente a doença.

O autoexame é também uma medida preventiva para diagnosticar precocemente o câncer de pele. Todas as partes do corpo devem ser examinadas diante do espelho pelo e, ao avaliar sinais suspeitos na pele, como manchas, feridas que não cicatrizam, ou pintas de nascença que comecem a crescer ou a mudar de cor, o paciente deve procurar um médico especialista imediatamente e ser encaminhado para o tratamento correto. A cura é bem possível na maioria dos casos, principalmente quando há prevenção.

*Dr. Marcelo Olivan é membro do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e está diretamente envolvido com intervenções reparadores, como reconstrução e remoção de lesões causadas por câncer de pele e queimaduras. Mantém o portal www.cancerpele.com.br, que esclarece dúvidas sobre a doença e alerta sobre prevenção.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Galinha Pintadinha faz a alegria dos carioquinhas


Por Carolina Mouta
Matéria para o blog O Baú da Criança
Imagem: Divulgação

Posso apostar: as mamães conhecem bem o fascínio que a Galinha Pintadinha exerce sobre os pequenos. E toda essa magia pode ser vista ao vivo e em cores (e que cores!) no Teatro das Artes, no Rio de Janeiro.

O espetáculo musical faz temporada em terras cariocas até o dia 1° de julho e traz para o palco, além da personagem principal, o Galo Carijó, a Baratinha e sua banda Os Naftalinas, a Borboletinha, o Sapo e seus amigos do brejo e até Dona Chica - aquela que atirou o pau no gato. Para a apresentação foram escolhidas 12 músicas - já conhecidas da pequena turminha.

O Teatro das Artes fica no Shopping da Gávea. O endereço é Rua Marquês de São Vicente, 52, 2° piso, Gávea. Há espetáculos às 15 e às 17 horas, sempre aos sábados e domingos. A entrada custa R$70 e crianças até dois anos não pagam, desde que não ocupem assento. De dois a 21 anos, desconto de 50%. Ingressos online no www.ingresso.com.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Volta às aulas: cuidados com a mochila escolar

Por Carolina Mouta
Matéria para o blog O Baú da Criança
Imagem: Dreamstime

Iniciozinho das aulas! Época que os pequenos adoram! Rever os amigos, contar as novidades das férias... Para os pais, preocupação com o material escolar, uniforme e a nova mochila dos filhos. Essa, muitas vezes, tão esperada pelas crianças. No entanto, é preciso um certo cuidado na hora da escolha: bolsas muito pesadas e mal distribuídas podem causar dores e desvios por vício de postura e impacto na coluna.

Segundo informações do chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC-Campinas, José Luis Zabeu, o material escolar não pode ultrapassar 10% do peso da criança. Em algumas escolas isso se torna praticamente impossível. São tantos caderno, tantos livros... A grande questão é que o excesso de peso ocasiona dores em toda extensão das costas e provoca vícios de postura.

O que também pode acontecer com o mau uso da mochila é o impacto na coluna. Para minimizar os danos, o médico aconselha que a criança utilize sempre os dois ompbros para carregar a bolsa. Outra boa dica é a mochila com rodinhas, desde que seja verificada a altura da criança e a regulagem da mochila. É importante sempre orientar o pequeno a mudar o braço que puxa, para evitar a escoliose.

Na hora de escolher a mochila, preste atenção em alguns detalhes:

-Alças acolchoadas ajudam a amortecer a pressão sobre os ombros;
-Bolsas com amortecedores para região dorsal e cinto ajudam a mantê-las junto ao corpo e protegem as costas;
-As mochilas com muitos bolsos e enfeites não são indicadas, pois podem aumentar o peso final.

Então, mamães e papais, beleza não é tudo! Cuidado é fundamental!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Seu filho está seguro em casa?

Por Carolina Mouta
Matéria para o site Bolsa de Mulher *
Imagem: Dreamstime


Num piscar de olhos aquele bebezinho que só ficava no colo começa a andar. Passinhos trôpegos logo darão lugar a um andar apressado e, às vezes, a uma corridinha. Quedas e tropeções são mais do que naturais nessa fase. No entanto, não é porque está em casa que seu filhote está em segurança. Já parou para pensar quantos perigos passam despercebidos no recesso do lar? Não? Então, se você é mamãe ou está prestes a entrar para o maravilhoso mundo da maternidade, está na hora de começar a pensar.

Estudos mostram que, pelo menos, 90% das lesões em crianças poderiam ser evitadas com simples atitudes de prevenção. Em meio às expedições de exploração, basta um segundo de distração do adulto para que a criança engula um brinquedinho, coloque o dedo na tomada ou escale o sofá em direção à janela. Até mesmo acidentes com arma de fogo podem acontecer. É preciso preparar a casa.

Alessandra Françoia, coordenadora nacional da Criança Segura, alerta que qualquer risco do ambiente doméstico, se subestimado, pode resultar em um acidente grave. E os dados do Ministério da Saúde provam que existem muitas crianças se acidentando por aí. A estatística mostra as principais causas de morte, mas nem sempre é possível identificar quais ocorreram dentro de casa.

Acidentes no trânsito encabeçam a lista de fatalidades, seguidos por afogamentos, sufocações, queimaduras, quedas, intoxicações, acidentes com armas de fogo e outros, todos estes riscos comuns do ambiente doméstico. "Os números de mortes por acidentes de crianças até 14 anos, segundo DATASUS/Ministério da Saúde (2008), apresentaram-se da seguinte forma: acidentes de trânsito (1.971), afogamentos (1.360), sufocações (754), queimaduras (313), quedas (255), intoxicações (94), acidentes com armas de fogo (36) e outros (323). Foram 5.106 mortes no total. No caso das hospitalizações por acidentes, também de crianças de 0 a 14 anos, foram 109.241 no total, a maior parte delas por quedas (58.581 hospitalizações), posteriormente, acidentes de trânsito (10.874), queimaduras (15.007), intoxicações (3.963), sufocações (504), afogamentos (374), acidentes com arma de fogo (271) e outros (19.667)", diz Alessandra.

Conhecer as particularidades e diferentes características do desenvolvimento da sua criança é um bom caminho para compreender a incidência de determinados acontecimentos. É importante ressaltar que qualquer criança, independentemente de sua classe social, está vulnerável à ocorrência de um acidente.

Cozinha não é lugar de criança
Não é à toa que o velho ditado diz que cozinha não é lugar de criança. E não é mesmo! É um local no lar onde ocorre a maior parte dos acidentes domésticos, sejam queimaduras, cortes, incêndios, dentre outros. Junto com os banheiros e as escadas são os locais mais perigosos de uma casa.

Alessandra Françoia aconselha os pais a controlarem a entrada da criança na cozinha com a instalação de um portão ou grade de segurança. Caso o pequenino drible o esquema, toda atenção é pouca. A maioria das queimaduras com bebês, especialmente entre as idades de seis meses e dois anos, é causada por comidas quentes e líquidos derramados na cozinha. "As queimaduras representam os acidentes mais graves deste ambiente. Além das queimaduras, outros riscos também são comuns como intoxicações, pois a criança pode ter acesso a produtos de limpeza, e lesões com objetos cortantes como facas e garfos", orienta Alessandra.

Cuidado nos detalhes
Piores que os riscos aparentes podem ser os "perigos invisíveis" de uma casa, aqueles que existem, mas, normalmente, ninguém dá importância, até que algo acontece. Pequenos objetos - aparentemente inofensivos - espalhados pela casa também podem causar sufocação. Portanto, guarde bem os sacos plásticos, embalagens de presente. Até pedacinhos de comida podem apresentar perigo. Observe um tamanho seguro para oferecer o alimento ao seu bebê. A sufocação ou engasgamento está no topo da lista entre os acidentes (com morte) de crianças de até um ano.

O afogamento é a segunda causa de morte entre todos os acidentes com crianças de um a 14 anos, no Brasil. É importante salientar que os perigos não estão apenas nas águas abertas como mares, represas e rios. Para uma criança que está começando a andar, por exemplo, três dedos de água representam um grande risco. Assim, elas podem se afogar em piscinas, cisternas e até em baldes, banheiras e vasos sanitários. E fique sabendo: a primeira causa de afogamento com crianças é a falta de supervisão, geralmente por questão de segundos. Não confie na sua rapidez. "Um balde deixado ao alcance da criança com apenas três dedos de água pode significar risco sério de afogamento. Por curiosidade, a criança de até quatro anos pode colocar a cabeça dentro do recipiente e, por ter essa parte mais pesada que o resto do corpo, pode não conseguir mais voltar e acabar afogando em pouca quantidade de água", exemplifica. Por isso, piscinas devem ter grades e o pequeno precisa estar sempre sob o olhar atento de um adulto. Boa parte das crianças que se afogam em piscinas está em casa sob o cuidado dos responsáveis. Um mero descuido basta para que um afogamento ocorra.

Além do perigo de afogamento, um simples banho de banheira, sem que o responsável tenha antes testado a temperatura da água, pode ocasionar sérias queimaduras. Esse tipo de lesão tende a ser mais grave que a ocasionada pelo derramamento de algum líquido quente pois cobre uma porção maior do corpo. Mas não é por isso que você vai deixar de tomar certos cuidados na hora de cozinhar: os cabos da panela devem estar sempre voltados para dentro. Isso evita que a criança puxe a panela e entorne o líquido.

Quedas de janelas são frequentes. Investir em telas de proteção e grades de segurança evitará que o seu super-homem tente sair voando. As escadas também são vilãs e abocanham boa parte das lesões. Grades e portas fechadas podem diminuir os riscos. Cuidado também com as camas: crianças com menos de seis anos não devem dormir em beliches. Se não tiver escolha, coloque grades de proteção nas laterais. E cinto de segurança não é só para a cadeirinha do carro, não, viu? O dispositivo existe nos carrinhos e nos cadeirões de refeição e precisa ser usado. Bebês, ansiosos por explorar o mundo, querem ficar de pé sob os assentos e, sem o cinto, a queda é certa.

Intoxicações com medicamentos e produtos de limpeza também representam grande risco. Crianças com até dois anos de idade correm maior risco de um envenenamento não intencional já tudo o que consideram interessante levam à boca. Ainda mais se é algo colorido como muitos desinfetantes. Plantas podem ser venenosas. Portanto, verifique se as suas são seguras e ensine as crianças a não colocá-las na boca ou utilizá-las para fazer comidinhas, por exemplo. Brinquedos merecem atenção redobrada. Além de não conterem peças pequenas, que possam ser engolidas, os pais devem se preocupar com o material da composição é atóxico. As tintas do berço e da parede de sua casa podem conter substâncias como chumbo e monóxido de carbono, que fazem mal à saúde da criança. Por isso preste atenção à composição das tintas utilizadas em sua residência. A fumaça de cigarros, cosméticos e até vitaminas pode ser responsáveis pelo envenenamento de bebês, sabia? Fique esperta.

Não subestime seu filho em relação às armas de fogo. Crianças de três anos de idade são fortes o suficiente para puxar o gatilho de muitos revólveres. Já está comprovado que o acidente ocorre porque até oito anos de idade as crianças não conseguem distinguir entre armas reais e de brinquedo. Quase todos os tiros fatais não intencionais ocorrem em casa ou na vizinhança. A maioria dessas mortes envolve armas guardadas carregadas e acessíveis para as crianças.

Quartinho seguro
Bebês, mesmo pequeninos - quando ainda nem engatinham - correm riscos em casa. Para manter as possibilidades bem longe da sua preciosidade, monte um quartinho à prova de qualquer acidente.

Para começar, dê atenção especial ao lugar onde o bebê vai dormir. "Bebês devem dormir em colchão firme, de barriga para cima, cobertos até a altura do peito com lençol ou manta presos embaixo do colchão e os bracinhos para fora. O colchão deve estar bem preso ao berço - não mais que dois dedos de espaço entre o berço e o colchão - e sem qualquer embalagem plástica", ensina Alessandra. Brinquedos, travesseiros e objetos macios devem ser removidos do berço quando o bebê estiver dormindo, para reduzir o risco de asfixia.

O berço em si deve ter certificação do Inmetro, conforme as normas de segurança da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Para evitar que o bebê prenda os bracinhos, as pernas ou se machuque, as grades devem ser fixas e não podem ter mais que seis centímetros de espaçamento. As cortinas e persianas também merecem atenção. Nada de cordinhas penduradas. Isso reduzirá o risco de estrangulamento.

Casinha segura
Está em dúvida se a sua casa é segura para o seu bebê? Veja o guia preparado pela coordenadora nacional da Criança Segura, Alessandra Françoia:

- Deixe baldes e banheiras longe do alcance da criança, guardados virados para baixo;
- Feche vasos sanitários e impeça o acesso da criança a máquinas de lavar louças;
- Tire objetos pequenos como botões, moedas e clipes do alcance da criança;
- Observe se os brinquedos entregues a criança possuem partes pequenas que podem se soltar, se são adequados para a idade da criança e se possuem selo do INMETRO;
- Corte os alimentos em partes bem pequenas na hora de alimentar a criança;
- Use protetores de tomadas e evitar fios elétricos soltos que podem ser alcançados pela criança;
- Cozinhe nas bocas de trás do fogão e evitar o acesso da criança à cozinha. Não cozinhe com a criança no colo e evitar deixar líquidos quentes em cima de mesas e móveis com toalhas que a criança possa puxar;
- Cuidado com eletrodomésticos ligados que a criança possa ter acesso: ferro de passar roupas, aquecedores, secador e chapinha de cabelos;
- O álcool, muito utilizado nos lares para limpeza, deve ser evitado e substituído por outros produtos;
- Escadas devem ser protegidas com portões de segurança;
- Janelas e sacadas devem possuir redes ou grades de segurança;
- Cuidado com móveis que podem ser escalados pela criança ou que podem potencializar um acidente. Ex: um móvel abaixo da janela;
- Medicamentos devem ser armazenados em armários trancados para que a criança não tenha acesso;
- O mesmo com produtos de limpeza, inseticidas e qualquer outro produto tóxico;
- Pesquisa se as plantas de sua casa podem ser tóxicas;
- Armas de fogo: o ideal é não tê-las em casa, mas se for necessário, devem ser armazenadas em locais que a criança não possa chegar, trancadas, separando-se a arma da munição;
- A supervisão do adulto em todo momento também é essencial para garantir a segurança da criança.

Mais dicas no endereço eletrônico da organização Criança Segura.
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